protetor solarA importância do sol nas nossas vidas é enorme, porém, a despeito dos seus benefícios, sabemos que o sol pode trazer alguns graves prejuízos a nossa saúde, como o câncer de pele, queimaduras e envelhecimento precoce. Para todas esses danos temos um aliado fundamental na prevenção: o protetor solar. Para nós brasileiros, habitantes de um país tropical, o uso do protetor solar é um ato indispensável no cuidado diário com a saúde. Na infância, seu uso está indicado a partir de 6 meses e algumas informações importantes devem ser do conhecimento de todos:

  • Não existem protetores solares disponíveis para uso em crianças menores de 6 meses de vida. Acredita-se que devido a falta de maturidade de sua pele e por consequência, maior sensibilidade, o uso do protetor solar pode não ser adequado a esta faixa etária. Faltam estudos que possam definir com maior precisão esses efeitos. Porém, é certo que bebês não devem ser expostos por períodos prolongados ao Sol, e, caso a exposição seja inevitável, deve-se usar roupas protetoras: chapéus e camisas com bloqueio dos raios ultravioleta. 
  • A partir de 6 meses a 2 anos, são recomendados os protetores solares com barreira exclusivamente física, que são produzidos a base de óxido de zinco ou dióxido de titânio (geralmente denominados “baby” ou “mineral”). Eles oferecem proteção solar efetiva contra raios UVA e UVB, sem risco de irritações e alergias na pele, já que não usam de reações químicas para sua eficácia. Sua ação se dá devido a reflexão dos raios solares e muitos deles acabam sendo criticados devido a serem mais espessos e difícil de espalhar uniformemente na pele, ficando visível uma camada esbranquiçada. São a opção mais segura para esta faixa etária e há quem defenda seu uso até a idade adulta, pelas vantagem da não exposição a agentes químicos. 
  • A partir de 2 anos, formalmente a criança já pode usar protetores solares com barreira química, como os adultos. A barreira química funciona com a atuação de moléculas que absorvem as radiações recebidas pela pele, estas mesmas moléculas podem penetrar na pele e algumas vezes causar reações alérgicas. Para esta faixa etária vale a pena dar preferência aos protetores denominados infantis ou Kids, pois estes geralmente usam uma mistura de barreira física e química, além de conterem substâncias que melhoram sua fixação na pele e terem sido testados em crianças.
  • O protetor solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicado a cada 2 horas, após imersão em água ou sudorese intensa (mesmo que sejam “resistentes a água”). A quantidade aplicada deve formar uma camada espessa sobre a pele. 
  • O FPS (fator de proteção solar) mínimo adequado é o de 30. Porém cada criança deverá ser individualizada, a depender de sua cor e tipo de pele.  
  • O uso de chapéus e blusas com proteção UV (ultravioleta) são importantíssimos, assim como o uso de sombreiros, porém eles não dispensam o uso do protetor solar e as duas ferramentas devem ser usadas juntas. 

Existem várias marcas e opções no mercado. Munidos de conhecimento, é sempre importante checar o rótulo das embalagens para entender qual o mecanismo utilizado pelo produto que será comprado, se físico ou químico.

Com responsabilidade e proteção, aproveitem o verão e toda a energia que ele trás!

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